A diástase abdominal é o afastamento dos músculos reto-abdominais (os músculos “tanquinho”) e do tecido conjuntivo (linha alba) que os une na região central do abdômen. Esse afastamento resulta em uma parede abdominal mais fraca e flácida, muitas vezes causando um abaulamento (barriga “globosa” ou saltada) na parte central.
Quem tem mais propensão a ter?
Embora possa afetar qualquer pessoa, a diástase é mais comum em grupos que sofrem pressão excessiva na parede abdominal:
- Mulheres no pós-parto: É a principal causa. A gestação alonga os músculos para acomodar o feto, e muitas vezes eles não voltam à posição original.
- Múltiplas gestações ou gestações gemelares: O estiramento exagerado aumenta significativamente o risco.
- Pessoas obesas ou com sobrepeso: O acúmulo de gordura visceral (interna) estica os músculos.
- Pessoas que perderam muito peso rapidamente: Pode deixar a pele e músculos flácidos.
- Idosos: Devido ao enfraquecimento natural do tecido conjuntivo.
- Praticantes de exercícios de alto esforço (com técnica errada): Levantamento de peso excessivo ou abdominais inadequados que aumentam muito a pressão intra-abdominal.
Principais causas e fatores de risco:
- Gestação: Principal fator.
- Hormônios da gravidez: Relaxina e estrogênio tornam o tecido conjuntivo mais elástico.
- Tosse crônica ou constipação: Esforço repetitivo.
- Cirurgias abdominais anteriores.
Sintomas comuns:
- Abaulamento na barriga ao realizar exercícios ou deitar.
- Flacidez excessiva na região central.
- Dor na região lombar (devido à falta de suporte muscular).
- Postura alterada.
Como tratar?
O tratamento para diástase abdominal foca no fortalecimento do “core” e correção postural, geralmente com fisioterapia, Pilates ou exercícios específicos (hipopressivos) que reaproximam a musculatura, nos quais podemos trabalhar na musculação também. Aqui na Ever, nós sabemos quais exercícios evitar e como realizar a técnica adequada (em relação aos exercícios hipopressivos).
Por: Laís Dantas – Personal Team da Ever Gym
